Apr 25, 2010

Posted by Domingos Pereira in worklovers | 0 Comments

Hoje a nu

A liberdade tem em mim o fôlego de quem acredita nos versos de um sonho perfeito, onde a harmonia é o calor do amor, a alegria o bem-estar de todos e a prosperidade os valores que nos atravessam como humanidade.

Hoje festejamos algo que não conheci, não senti, mas que em tudo tem a ver com o que tenho procurado criar, juntamente com os amigos que acreditam de que é possível desenvolver uma nova perspectiva sobre o trabalho. É a liberdade de podermos dizer com respeito e compromisso, que queremos fazer muito mais para um mundo melhor.

Neste texto, um pouco mais intimista que habitualmente, deixem-me recuperar uma conversa que tive esta semana com dois amigos, a propósito da Worklovers, de mim e do 25 de Abril e que registo em jeito de resumo.

ELA: Como está a correr a preparação do Outstage?

EU: Penso que bastante bem, tendo em conta que o período de trabalho entre o momento em que surgiu a ideia até à sua concretização, foi muito, muito curto. É um evento que apenas estou a acompanhar e a apoiar na parte administrativa, pelo que toda a magia criativa tem tido origem na Cristina e na Mafalda. Para ser honesto, estou tão entusiasmado com este workshop tal como estava com o nosso primeiro, porque o acho muito criativo e uma forma muito interessante de levar conhecimento aos participantes.

ELA: Eu acredito muito em ti e tenho a certeza que te fazes rodear dos melhores.

EU: Fico contente por te ouvir dizer isso, mas tenho de te confessar que não está a ser nada fácil. Este vai ser o nosso 6º workshop e fico sempre com a sensação que continuamos sem conseguir chegar a quem mais pode interessar estas iniciativas. Muitas vezes questiono-me se o que fazemos é verdadeiramente útil e se não serei eu mais útil voltando a empregar-me.

ELE: Desistires agora seria um erro enorme Domingos. Tens sido uma inspiração grande. Para além disso, gostei imenso da experiência que tive com o vosso primeiro workshop. Com tanta formação que já fiz, acredito na vossa porque não tem nada a ver, nem na abordagem, nem no que ganhamos realmente. E como sabes, se não tivesse ido… nunca teria encontrado a mulher da minha vida…

EU: Visto assim, até podia ter sido um autêntico horror que te terias safado bem…

ELA: Não se esqueçam que eu estou aqui…

EU: Tem sido difícil sustentar toda a nossa actividade em função do seu sucesso ou insucesso. Nunca recorremos a nenhum capital de risco ou financiamento da banca. A nossa maior dificuldade tem sido dar-nos a conhecer, praticamente sem meios nenhuns para o fazer, a não ser os da imaginação.

ELA: Eu gosto da tua imaginação!

ELE: Eu também estou aqui…

EU: Sim… Temos tido resultados muito interessantes. É genial quando nos dizem que temos de continuar e que o projecto é muito bom. Não desisto, mas há sempre aqueles dias…

ELA: Domingos, és um vencedor, tens uma coragem que nenhum de nós tem.

EU: Ainda não venci nada, nem provei nada…

ELA: Desde que te conheço que te vejo a levantar a favor dos teus sonhos e dos teus valores. Quem me dera ter a coragem de dizer à minha chefia que quero ser mais respeitada, que trabalho de coração e raramente sou reconhecida por isso. O que fizeste é o que cada um de nós gostaria de ter força para fazer. E o teu trabalho tem sido de um valor inquestionável.

ELE: A propósito… não teríamos chegado ao 25 de Abril… se não tivessem existido aqueles que muito caíram, se questionaram sobre continuar a defender activamente os seus sonhos, mas que se levantaram sempre pela força de acreditarem que mais, melhor e para todos era possível… onde é que eu já ouvi isto…

(perdoem-me amigos, algumas palavras a mais ou a menos, mas faço-vos este tributo por todo o apoio que me têm dado)